domingo, 26 de setembro de 2010

Mi Familia

Quiero donar tu sonrisa a la luna así que
De noche, quien la mire, pueda pensar en ti
Porque tu amor para mi es importante
Y no me importa lo que diga la gente




Bella e Edward estavam a caminho de Forks, onde os pais de Edward, Carlisle e Esme, e o pai de Bella, Charlie, moravam.

Todos os anos, eles se reuniam na pequena cidade do estado de Washington para comemorar o Natal e o Ano Novo.

Alice, irmã de Edward, iria com o marido, Jasper, e a sua pequena filha de apenas seis meses, Madeline. Emmett o irmão de Bella, iria com sua esposa, Rosalie, e seu filho, Pietro de sete anos.

Essas datas erma importantes para eles, que cresceram juntos. Bella tinha uma afeição especial por eles, mas nada que se comparasse a Edward.

Esme e Carlilse, tratavam Bella como uma filha. E ela via Esme como a mãe que não pode ter, e Carlisle o seu segundo pai. Mesmo somente Carlisle tendo já feito um curso de sinais, Esme conseguia se comunicar bem com Bella.

O maior orgulho da Sra. e do Sr. Cullen, era ver o filho deles tão ligado a essa garota doce.

Bella Swan era como um anjo, sempre educada, carinhosa, sincera e modesta. Sentimentos puros, dificilmente encontrado em outras pessoas.

Charlie Swan tinha Bella como o seu maior tesouro, mesmo com a herança milionária deixada por Renée, nada se comparava a filha.

Ela insistiu muitas vezes para o pai ir viver em New York com ela, mas ele sempre dizia que o lugar dele era em Forks, trabalhando e pescando. Bella havia desistido, considerando isso como definitivo. Mas era bom que o pai não fosse viver no stress da cidade, e continuasse na calma cidade verde.

Chegaram no aeroporto de Port Angeles pela manhã, antes de seus irmãos e amigos. Pegaram um táxi direto para Forks.

Dinheiro não era problema para nenhum dos dois, pois alem do dinheiro da família, o trabalho deles rendia muito bem.

Edward e Bella se formaram em Veterinária, na Universidade de New York, e juntos abriram um petshop. Mas além disso eles possuíam seus sonhos. Bella a sua galeria de arte, que ela tinha orgulho em ter seus quadros, e abrir espaço para exposições de jovens talentos. E Edward tinha o seu lounge, que possuía uma boa reputação e nome, um local para se ir com amigos e curtir uma bela noite de sexta.

A vida deles era cheia de êxitos, e ver Bella triunfando em sua carreira e realizando os seus sonhos, era o que mais importava para Edward.

— Está nervosa? – Edward perguntou ao observar que ela não parava de mexer com as mãos.

Um pouco, eu estava lembrando de uma coisa.

— De que?

Do dia que fomos embora para New York.

Edward lembrava bem daquele dia e de como sua mãe chorou porque “seus bebês estavam criando asas e voando”.

— Mãe quando Alice foi para a universidade, a senhora não chorou tanto, e nem a amassou tanto – Edward estava espremido em um abraço sufocante de sua pequena mãe.

— Eu…eu sei – ela falava e chorava mais.

Bella estava preocupada com o choro de Esme. Ficou abraçada ao seu pai, coisa que não acontecia com muita freqüência, mas que nesse momento era necessário para ambos.

— Ora mãe, nós iremos visitar a senhora, e também poderá nos visitar.

— Sim querida – Carlisle tentava consolar a esposa, e salvar o filho de uma asfixia. – Eles estão indo estudar, escrevendo um futuro para eles.

Esme fungou, e soltou Edward que respirou fundo aliviando-se pelo abraço.

— Bella – ela disse de braços abertos, e lágrimas caindo.

Bella recebeu um beijo da testa de seu pai, e foi abraçar Esme.

— Querida, não deixe ninguém lhe tratar mal, e você Edward cuide bem dela – Esme disse acariciando os longos cabelos da garota, que para ela era sua filha.

— Eu sempre cuido mãe – ele respondeu com um sorriso para Bella, que corou de imediato.

— Esperamos mesmo – acrescentou Charlie. – Só deixo Bella ir para longe, pois está aos seus cuidados rapaz – ele deu um tapinha no ombro de Edward e Bella rolou os olhos.

— Já está na hora deles irem – Carlisle disse.

— Oh meus filhos – Esme chorou mais e puxou Edward para agora abraçar os dois. Eles sorriram um para o outro, sabendo que tudo aquilo era por seu imenso amor.

Ela os soltou relutante, para deixá-los ir.

Bella abraçou Carlisle e novamente a seu pai. Todos os ajudaram a levar as malas para o táxi.

Bella parou na porta do carro e olhou para trás. Ela precisava dizer uma coisa antes de ir.

Eu amo vocês – sorriu e entrou no carro ao lado de Edward.

Antes do táxi virar a esquina, ela já chorava abraçada ao seu melhor amigo, que afagava seus cabelos, sabendo que isso também era difícil para ela, mas que preferiu guardar sua fraqueza somente para ele ver. Ela não queria que todos achassem que era um erro.

— Desabafe mi Bella – ele sussurrou contra seus cabelos. – Eu estarei lá solo para ti, mi amor.

Edward suspirou em suas lembranças e puxou Bella para seus braços.

Ela amava isso dele, se sentia completa entre aqueles braços fortes, e claro, sentia toda a proteção que ele lhe dava. Fechou os olhos, permitindo-se sentir o momento e viajar em suas fantasias, até chegarem a casa dos Cullen.

Quando o táxi parou em frente a mansão, Esme saiu sorridente para receber seus bebês, ela observava a cada minuto a rua para ver se eles estavam chegando.

— Amores – ela disse quando eles saíram do carro e os abraçou juntos. Isso era comum, ela sempre fazia quando os via.

— Mãe eu preciso de ar, e Bella também – Edward disse um pouco sufocado.

— Oh desculpe – ela deu uma risadinha. – Estou tão feliz por estarem aqui – os soltou e eles sorriram.

— Bella, você está cada dia mais bonita – ela corou.

Obrigada, a senhora também.

— Venha, vamos entrar – Esme disse levando-a pela mão para dentro da casa. – Você está bem querida?

Sim, e a senhora?

— Melhor do que bem, tendo vocês comigo.

Bella sabia que Esme mesmo tendo seus filhos, de alguma forma em seu coração, adotou-a como filha. Emmett era 8 anos mais velho que Bella e 2 anos depois dela conhecer Edward, foi para a universidade.

Alice era 2 anos mais velha que Edward, e foi para a universidade um tempo depois, assim tendo a oportunidade de se tornar amiga de Bella. Ela a amava como sua irmã, e nunca a tratou diferente por sua deficiência.

— Alice chega na hora do almoço, e Emmett mais tarde. Estou preparando o almoço preferido de você e Edward.

— Macarronada – Edward disse da porta, colocando as malas no chão.

— Exatamente. Bella você ficará por aqui essa noite, como sabe. Seu pai só chega amanhã pela manhã.

Sim, mas já falei para meu pai parar de trabalhar, ele não precisa.

Esme riu.

— É a mesma coisa que dizer a Carlisle para largar o hospital, eles gostam do que fazer.

Eu sei – Bella sorriu.

— Edward ajude Bella a levar as malas para seu quarto. Vou para a cozinha e venham tomar café sei que saíram cedo de New York, e não quero não como resposta – ela disse e foi para a cozinha.

Bella pegou sua mala e Edward a dele. Subiram as escadas rumo ao quarto de cada um.

Os seus quartos eram de frente um para o outro, Esme tinha feito dessa forma, sem saber por que, mas sabia que eles deviam ficar próximos.

Charlie sempre ia fazer algo fora da cidade e Bella ficava com os Cullen.

Quando estavam sem sono Edward e Bella se reuniam naquele quarto, e conversavam até o sono chegar.

Hoje em dia ainda faziam isso. Moravam no mesmo prédio e para eles era fácil.

O quarto ainda possuía a decoração de quando Bella tinha 11 anos. As paredes de um rosa claro e adesivo de borboletas brancas. A pequena cama de solteiro, dava lugar a uma King Size, as cortinas rosa choque eram o contraste com a parede.

— Esse quarto reflete como você é. Delicada – Edward disse.

Bella sorriu para ele e corou. Ele retribuiu o sorriso. Mesmo depois de tantos anos, o rubor dessa garota ainda o encantava.

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Depois de um banho e tomar café com Esme, Bella e Edward estavam na cozinha vendo-a preparar o almoço, falando sobre as novidades.

Escutaram o som de um carro parando em frente a mansão.

Era Alice, Jasper e Madeline, a filha deles de apenas seis meses.

Todas os três foram para a porta recebê-los, a mansão Cullen estava se enchendo de alegria.

— Mãe – a voz de sino de Alice estava um pouco mais baixa, pois Mad dormia em seus braços.

— Filha – Esme a abraçou delicadamente para não acordar a neta, e contemplou o pequeno bebê nos braços de Alice.

— Bella, Ed – Alice estava linda como sempre, agora com seus longos cabelos pretos.

— Pixie – Edward disse dando um beijo em sua testa.

Oi Ali – Bella sorriu e olhou para Mad. Tão delicada e pequena.

— Cunhado preciso da sua ajuda – Jaz coitado, estava com milhares de malas. Se ter uma Alice já era motivo de muitas malas, agora com uma filha era pior.

— Venha, está frio para Mad – Esme disse entrando com Alice e Bella.

Bella era facinada por crianças, e Mad não seria diferente. Ela sentia como se fosse sua sobrinha.

— Arrumei um dos quartos para Mad – Esme disse. – Vamos colocar ela no berço.

As três subiram as escadas e Alice colocou a pequena bebê em um berço branco, decorado de rosa.

Bella olhava para a bebê, e sentia uma dor no peito ao saber que nunca teria uma filha, afinal quem iria querer casar com uma muda?

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Edward e Jasper terminaram de colocar as malas na sala, e ainda teriam o trabalho de levar para o quarto. Antes disso, foram para a cozinha tomar um grande copo de água.

— E então cunhado, como andam as coisas por New York? – Jasper perguntou a Edward.

— Normais, nada de extraordinário – Edward respondeu.

— E Bella?

— O que tem ela?

— Você não… - Edward sabia o que era, e balançou a cabeça negativamente.

— Não Jasper, você sabe que eu não posso.

— Como não? Você não pode é fingir que isso não existe.

— Jaz – Edward colocou a mão no ombro dele e sua expressão era com um pouco de dor. – O que eu não posso, é perdê-la.

Jasper assentiu com a cabeça, mas não iria desistir.

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O almoço foi como sempre, família reunida, conversas, brincadeiras, mas agora tinha o choro de Mad, reclamando por seu alimento. Ali a amamentou, e todos ficaram encantados com o momento maternal.

— Ela é tão linda – Edward disse. – Parece com o tio – sorriu convencido.

Alice rodou os olhos, sabia o por que dele falar isso.

— Você fica todo abestalhado porque os olhos dela são da cor do seu.

— Sim – ele sorriu.

— Pronto bebê está alimentada. Edward, não quer colocar ela para arrotar?

— Eu posso? – ele perguntou um pouco nervoso e ansioso.

— Claro – Alice levantou de sua cadeira e levou a bebê até o irmão. – Só colocar ela deitadinha contra seu corpo e seu ombro – Explicou colocando a pequena contra seu irmão. – E dar leves palmadinhas em suas costas – disse demonstrando com sua mão.

— É parece fácil – ele respondeu, e começou a sua tarefa.

Bella sorria, vendo esse momento de Edward, e observou que todos estavam admirados.

Edward segurava a pequena com suas enormes mãos, e seus olhos brilhavam. Bella tinha certeza de que um dia ele seria um excelente pai, sorte teria a futura mãe de seus filhos.

Minutos depois a pequena soltou um leve arroto.

— Opa – Edward sussurrou. – Pronto bebê – surpreendentemente antes de Alice levantar do seu lugar para pegá-la. Edward a virou em seus braços, e a deitou entre eles.

Ninguém ousou dizer algo, apenas olhavam para ele em seu momento titio.

Ele acariciou as bochechinhas rosadas da criança, com seus dedos. Ela levantou a pequena mãozinha e segurou um dos dedos dele, brincando. Sorriu para ela, que deu um sorriso de bebê.
Edward se sentiu derretendo por dentro, nunca pensou em ser pai, mas percebeu que uma criança mudava a vida das pessoas.

— Vamos para a sala – Alice disse. – E ficará melhor para você segurá-la.

Todos levantaram da mesa, Edward, Alice e Jasper foram para a sala, e Esme foi juntar os pratos com a ajuda de Bella.

— Estou impressionada com essa imagem de Edward com um bebê nos braços, poucas vezes eu vejo aquele brilho em seu olhar, na verdade só vejo essa admiração toda quando ele olha para você – Esme disse, e Bella continuou seu trabalho completamente corada. Não disse nada, mas Esme sabia do que acontecia. – Não se preocupe querida, um dia vocês estarão prontos.

Bella franziu a testa, sem entender, mas preferiu não perguntar.

Levaram tudo para a cozinha e colocaram na máquina de lavar louças, Esme disse que iria para seu quarto dormir um pouco, e Bella resolveu ir para a sala.

Alice e Jasper já não estavam ali, somente Edward com a pequena Mad. Bella aproximou-se e escutou Edward cantarolar uma canção para a sobrinha.

Ele levantou o olhar e sorriu para ela, que retribuiu o gesto. Ela sentou-se ao seu lado, encostando-se a ele para melhor ver a bebê.

Ela bocejou lindamente, sua pequena boquinha formando um ‘O’ seus olhos tão verdes como os do tio, se fecharam.

Bella olhou para a criança adormecida, e depois para Edward. Ele também olhava para ela. Eles ficaram uns momentos assim, olhando nos olhos um do outro, e tinha algo diferente naqueles olhares.

Ela não agüentou a intensidade e desviou o olhar de volta para a bebê.

É melhor levar ela para o berço – Bella disse.

— Sim, vem comigo? – ele perguntou.

Ela acenou com a cabeça, e o seguiu para o quarto. Edward colocou a Mad no berço e a cobriu, saíram do quarto deixando a porta entreaberta.

Você será um bom pai – Bella disse, quando já estavam de volta a sala.

Edward sorriu e a puxou para um abraço. Ficaram parados no meio da sala, abraçados, sentindo o martelar de seus corações, a respiração um do outro, o calor de seus corpos, e o perfume de sua pele.

Alice estava parada perto do fim da escada, oculta aos dois, observando o momento deles.

Ela sabia o que tudo aquilo significava, e se perguntava quanto tempo a vida iria demorar, para colocar as coisas em seus devidos lugares.

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Perto do pôr-do-sol, Carlisle chegou de seu trabalho, mais um dia no Hospital de Forks.

Abraçou aos filhos, babou por sua neta, e beijou a esposa. Ele não poderia ter uma vida melhor do que essa.

Emmett chegou minutos depois de Carlisle, e Bella estava ansiosa para o ver.

— Bella – sua voz alta e grossa avisará quem ele queria abraçar primeiro. Bella foi para os braços enormes de seu irmão, abraçando-o e sentindo aquela sensação de bem estar.

Sorriram depois do abraço, e Rose estava com os outros, e Pietro passando de pessoa em pessoa também.

— Tia Bella – ele disse estendendo os braços.

Bella sorriu pegando o sobrinho de sete anos no colo. Ele sabia de sua limitação, e se comunicava com ela através de leitura labial. Era a forma mais fácil, sem ser utilizar o papel.

Olá Pietro - ela movimentou os lábios.

Todos sabiam da ligação especial de Bella com o pequeno sobrinho, eles se entendiam bem, e era bom ver uma criança assim entender tanto uma deficiência, que para eles é estranha.

Pietro e Bella ficaram um tempo conversando, ela sentia saudades dele, e ele dela. Ele era encantado pela tia, que fazia belos quadros. Pietro tinha sua própria pintura, feita pela tia, era uma floresta com um lago, que ficava em seu quarto em cima de sua cama.

Ele a abraçava com firmeza, e dava repetidos beijos em sua bochecha. O amor tão puro de uma criança, mostrava a Bella que o mundo não estava perdido, e que o futuro dependia das mentes puras de crianças como Pietro, e da bondade delas.

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No jantar Esme pediu pizza, e todos rodeavam a mesa de jantar, conversando, e rindo. Era a família não perfeita, mas ideal. Agora todos se reuniam em torno da lareira, a noite em Forks estava mais fria do que nunca, e a neve estava prometida para a manhã seguinte.

Pietro estava agora brincando com Mad em seu carrinho, ele era todo delicado com ela, uma coisa que criança normalmente não é com um bebê.

Alice estava sentada em uma poltrona com Jasper, Esme e Carlisle em outra. Emmett e Rosalie se emaranhavam no sofá. Bella e Edward ficaram no chão. Ele estava encostado no sofá, e ela entre seu corpo. Era comum para eles, não tinha malícia nessa posição, era apenas amor e cuidado.

Todos ali naquela sala, menos Bella e Edward, talvez até Mad sabia, que aquele brilho no olhar deles, dizia mais do que mil palavras, todos se perguntavam o mesmo que Alice naquele dia mais cedo, quando tudo vai ficar em seu devido lugar?

Quando o destino vai finalmente mostrar aos dois o verdadeiro significado daquela amizade?

A vida tem tantas surpresas…

— Titia Ali – Pietro sussurrou. – Madeline dormiu – todos sorriram para o pequeno.

— Então vem com a titia e o titio Jaz, para colocarmos ela no berço.

Os dois levantaram-se e Alice pegou a Mad do carrinho. Deram boa noite a todos, e subiram para o quarto.

— Eu vou também, está na hora de por Pietro para dormir – disse Rose levantando-se do sofá e espreguiçando.

— Sim, e também descansarmos da viagem – Emmett disse.

No embalo, Esme e Carlisle também foram, ficando somente Edward e Bella contemplando o fogo.

Ela o olhou sob seus cílios, e o pegou observando-a. Eles não sorriram, apenas se observaram, aquele mesmo olhar dado mais cedo, com uma intensidade que chegava a doer em seus corações.

Edward não sabia o que deveria fazer, mas pela primeira vez deixou seu coração comandar os seus atos.

Delicadamente, acariciou as bochechas rosadas de Bella com os dedos, vendo-a ficar ainda mais corada. Era a imagem mais linda do mundo. O Fogo refletia nos olhos castanhos, iluminando sua pele, e o cabelo que emoldurava seu rosto.

Os dedos dele passearam por  sua testa, pálpebras, nariz, maçãs do rosto, queixo, era algo que ele já fazia com ela, mas pela primeira vez ele ousou.

Segurou o queixo dela com cuidado, e escovou com a ponta do seu polegar, o lábio inferior dela, fazendo um suspiro escapar dos lábios rosados e levemente entreabertos.

O coração de Bella martelava em seus ouvidos, o sangue pulsava rápido em seu corpo e sua cabeça começou a ficar tonta.

Não sabia o que deveria fazer, mas deixou Edward comandar essa situação. Ela não entendia bem onde ele queria chegar, mas estava pronta para experimentar.

— Mi preciosa – ele sussurrou tão baixo que se ela não estivesse tão perto não teria escutado.

Ela umedeceu os lábios secos com a ponta da língua, foi tão instintivo que nem sabia o que estava fazendo.

Os olhos verdes dele, escureceram de repente, e ele não podia mais evitar, e nem adiar o que seu coração gritava para sua mente.

Escovou novamente os lábios dela com seu polegar, traçando o contorno deles. Aproximou-se mais dela, e a trouxe mais para perto, finalmente sumindo com a distância que ele jamais queria que existisse.

Os lábios deles se tocaram e parecia que Bella ia ter um derrame, com tanto sangue que agora deveria estar em seu cérebro. O coração dela batia como asas de um beija-flor, os olhos captavam algo dentro do olhar dele.

Eles fecharam os olhos, permitindo-se uma melhor sensação daquele momento.

Edward fechou seus lábios no dela, moldando-os juntos, sentindo a textura de seda daqueles lábios, que nunca antes haviam sido beijados. Ele era o primeiro dela, e ela sabia que seria o único depois desse momento, nunca em sua vida iria desejar outro sem ser Edward.

Ele foi delicado, com um beijo suave, deixando-a saborear e aproveitar o momento como devia. As mãos de Bella pousavam em seu peito, fazendo pequeno círculos com seus polegares.

A ponta da língua de Edward traçou os lábios dela, e pediu passagem que lhe foi concedido. O peito dele estava apertado, era uma sensação tão estranha, ele nunca sentiu isso ao beijar alguém.

Ela timidamente tocou a língua dele com a dela, e a explosão de sensação só aumentava. Ela de repente queria mais, precisava de mais. Ela foi ousada o bastante para com seus lábios trêmulos, sugar lentamente a língua dele.

Edward não pode evitar o gemido que escapou de sua garganta, e aprofundou o beijo, tornando-o mais feroz, e sensual. Bella não se sentiu envergonhada como normalmente ficaria, deixou-se levar pelo beijo, retribuindo os toques dele, e os chupões e mordidas.

Eles ficaram assim por mais algum tempo até o pulmão deles pedir por um pouco de ar. Relutantemente se separaram, e olharam um para o outro.

Não tinha constrangimento ali, pelo contrário, existiam duas pessoas que por muitos anos esconderam seus sentimentos, e agora queriam poder dizer um ao outro o que estava guardado em seus corações.

Mas talvez, só talvez, ainda não fosse o momento certo. Permitiram-se admirar um ao outro, apenas com os olhos, gritaram seus sentimentos em sua íris.

Beijaram-se uma e outra vez, era praticamente um novo vício, e eles não queriam se curar. Perceberam que já passava da uma da manhã, o tempo correu quando estavam se beijando.

Resolveram ir dormir, mas antes de Bella entrar em seu quarto, Edward a segurou para mão, e puxou-a para o seu.

— Quero que durma comigo – ele sussurrou, e ela corou com os olhos arregalados. Ele percebeu o que ela estava pensando, e riu baixinho. – Não farei o que você está pensando, cariño. Só quero você ao meu lado, sonhei com esse momento durante muitas noites em que deitei sozinho em minha cama, e imaginei-a ao meu lado.

Ela ficou boquiaberta com o que escutava, pois ela também o imaginava ao seu lado.

Eles foram para a grande cama, cobriram-se e ele a puxou para o seu corpo. Cantarolou a mesma canção que mais cedo, o fez para sua sobrinha. Bella suspirou contra seu corpo, sentindo o coração dele pulsar na palma de sua mão. Adormeceu em um dos melhores dias que poderia imaginar.

— Bella – ele sussurrou, e ao não obter resposta, sabia que ela tinha dormido. Ele sorriu para a mulher em seus braços, e beijou o topo de sua cabeça, podendo falar, tendo a certeza de que ela não escutaria. Confessou seu maior segredo enquanto olhava o seu rosto adormecido.  – Yo te amo. Te quiero, con todo mi corazón, mi preciosa.

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